É nos ovinhos, ovos gigantes, em amêndoas, passas, pinhões e sei lá que mais... por tempos da Páscoa o chocolate assume pelo menos o controle das guloseimas!
Para quem ainda não goste de chocolate (como é que é possível!?), tenha pressa em habituar-se, com a tendência de se transformar estas épocas tradicionais de grande relevância religiosa e até histórica em «meros festejos» familiares assentes apenas na oportunidade conjugada de férias com consumismo, não estará muito longe o tempo em que quem não tenha, em tempos da Páscoa, um coelho-da-páscoa (note-se que é de chocolate, claro!) sentir-se-à socialmente diminuído!
No caso do Natal, é também uma época tradicional do bolo-rei, veja-se o que encontramos mais aproximado e correspondente em dias de Páscoa(!?)... seria o folar mas é com maior facilidade que adquirimos bolos de chocolate com cobertura de chocolate!!
De modo mais claro, veja-se um paralelo com a «obrigação social» de no Natal em cada casa haver uma árvore-de-natal cheia de efeitos e até com alguns pais-natal de chocolate pendurados (isto é incontrolável, pois também está por pouco tempo quem seja discriminado por não ter um pai natal de chocolate no Natal, apenas a abundância de efeitos luminosos e diversidade de doces tem atrasado o domínio do chocolate, em forma de imagem já forte e estabelecida do pai natal, nessa época festiva). Claro que na Páscoa são os ovos gigantes de chocolate que só lhes fica a faltar as luzinhas coloridas para assumirem o papel da «árvore-de-páscoa».
Pela tradição um forte simbolismo do natal é o presépio que representa o nascimento de Jesus e que é cada vez mais é substituído pelo pai-natal (que em forma de chocolate não representa mais do que uma boa guloseima). No caso da Páscoa o mais forte simbolismo vem de Jesus ressuscitado representado pela cruz, mas o que nos salta à vista em todas as casas são os coelhos ou ovos-da-páscoa.
Não haja confusões com a minha ironia e exagero, pois não me escandaliza nem sou nada contra o marketing quer do chocolate quer do pai natal, porque assim também se satisfaz mais gente inclusive as crianças que se deliciam com os presentes de Natal e da Páscoa. Quem quer viver a Páscoa (ou igualmente no caso Natal) apenas no sentido tradicional religioso é uma opção de entrega de cada pessoa que admiro mas que a meu ver só fará sentido se também respeitar quem conjuga, ou opte por, diferentes modos de viver nesta época festiva.
O importante é procurar-se ser feliz, porque se acredita que Jesus ressuscitou, ou também porque se tem em casa um festinha bem agradável sabendo que há chocolate por todo o lado! Viva o coelho da Páscoa porque ele é bom (de saborear)!
1 comentário:
Ó Pedro...mas...reparaste na data de validade, antes de o comer??!
loool
;) miss u
Beijinhos
Pezino
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